Segunda, 06 Abril 2026 18:38

Modelo de comissionamento do Super Caixa 2026 é ainda pior que o anterior

Representação dos empregados critica novas regras que ampliam condicionantes para pagamento da comissão e aumentam pressão por metas - modelo de comissionamento - consideram o programa previsto para 2026 ainda pior do que o que estava vigente anteriormente. No novo modelo, o comissionamento passa a depender também do lucro do banco; há uma nova forma de avaliação, que amplia o número de indicadores e o sistema de níveis pode reduzir os valores recebidos.
Além de expressar a insatisfação dos trabalhadores com o Super Caixa 2026, a CEE-Caixa (Comissão Executiva dos Empregados) apresentou, no encontro, propostas de mudanças e solicitou a realização de uma reunião específica com a Caixa para tratar do tema. "Nós entendemos que não pode haver trabalho sem remuneração, portanto o trabalhador precisa receber a comissão da venda que fez. Vendeu, recebeu! Simples assim”, explica o diretor de Administração do Sindicato do Rio e representante da CEE-Caixa (Comissão Executiva dos Empregados), Rogério Campanate.
A análise feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), assessorada pela CEE-Caixa, aponta que as alterações ampliam as condicionantes para o pagamento da comissão, aumentam a complexidade do sistema de metas e podem dificultar o acesso dos trabalhadores aos valores previstos no programa.

Principais alterações

Entre as principais mudanças está a inclusão de uma nova condição para o comissionamento: o pagamento passa a depender também do lucro líquido contábil da Caixa no semestre. Antes, a comissão estava diretamente relacionada ao cumprimento das metas estabelecidas para as unidades e equipes. Outro ponto destacado pelas entidades sindicais é a adoção de um novo modelo de avaliação baseado em múltiplas dimensões de desempenho, ampliando o número de indicadores utilizados para medir resultados. Também foi introduzido um modelo escalonado de comissionamento, com cinco níveis de pagamento, o que pode reduzir o valor final recebido pelos trabalhadores quando os níveis mais altos não são atingidos. O regulamento altera ainda critérios operacionais importantes, como o aumento do tempo mínimo considerado para apuração do resultado em uma unidade e mudanças na forma de cálculo do teto da comissão.
Na avaliação dos sindicatos, as mudanças reforçam um modelo de gestão cada vez mais baseado em metas e pressão por resultados, o que tem contribuído para o adoecimento dos trabalhadores.
Os empregados defendem a retirada da condicionante de lucro para pagamento da comissão; a simplificação dos critérios e indicadores utilizados na avaliação; a manutenção de regras que não prejudiquem trabalhadores que mudam de função ou unidade durante o período; e maior transparência sobre o orçamento total destinado ao comissionamento. Os dirigentes sindicais já haviam levantado essas questões na reunião do último dia 31 de março e solicitaram um novo encontro para esta quarta-feira, 8 de abril. Até o fechamento desta edição, o banco ainda não havia confirmado a data do encontro. Novas informações, acompanhe no site www.bancariosrio.org.br.

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