EXPEDIENTE DO SITE
Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio
Com informações da Contraf-CUT
A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro) e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) participam da Conferência das Cidades. As duas entidades defenderam o trabalho decente como condição fundamental para um desenvolvimento sustentável.
Participaram da abertura, além de ministros, representantes de movimentos sociais, empresários, técnicos, sindicatos, a CUT e demais centrais sindicais. Para a Central Única dos Trabalhadores, a retomada da conferência simboliza a reabertura de um espaço fundamental de diálogo sobre o futuro das cidades.
O encontro realizado em Brasília começou na última terça-feira (24) e segue até sexta-feira (27), organizado pelo Ministério das Cidades, mobilizando 1,8 mil municípios, além dos 26 estados e do Distrito Federal. O objetivo é definir diretrizes para a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU), em discussão desde 2019. O documento final deverá orientar programas federais e apoiar estados e municípios no planejamento urbano.
Direitos dos trabalhadores
Representando a Contraf-CUT no encontro, a secretária de Políticas Sociais, Elaine Cutis destacou a importância de garantir que “o crescimento urbano venha acompanhado de direitos e proteção social aos trabalhadores e trabalhadoras envolvidos nas obras e serviços urbanos”.
Na Conferência, os participantes lembraram que o desenvolvimento urbano não pode significar precarização da mão de obra na construção, de pavimentação, saneamento e as moradias, através do trabalho terceirizado e quarteirizado. Para a CUT, a política urbana precisa caminhar junto com o emprego formal, o depósito regular do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a garantia de segurança no trabalho.
Ministro das Cidades
No encerramento da abertura, o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que o governo federal retomou a agenda de desenvolvimento urbano após 13 anos de desestruturação institucional. Ele citou a reativação de programas como o Minha Casa, Minha Vida e a ampliação de investimentos em prevenção de desastres, saneamento e mobilidade. Segundo o ministro, “a reconstrução da política urbana ocorre com base no diálogo promovido pela conferência”.
A programação segue nesta quarta-feira (25) com mesas de debate distribuídas em oito salas temáticas sobre Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano, habitação popular, regularização fundiária, saneamento, mobilidade urbana, sustentabilidade e clima, cooperação interfederativa e transformação digital.