Terça, 17 Março 2026 16:59

Mês da Mulher: Sindicato vai a agências debater urgência de fortalecer a luta pelo fim da violência contra a mulher

Visita a agências de Campo Grande combinou a luta contra demissões e o fechamento de agências, com a mobilização pelo fim da violência  contra a mulher. Foto:Nando Neves. Visita a agências de Campo Grande combinou a luta contra demissões e o fechamento de agências, com a mobilização pelo fim da violência contra a mulher. Foto:Nando Neves.

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Imprensa SeebRio

Diretoras e diretores do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro visitaram agências de Campo Grande, nesta terça-feira (17/3), para conversar com as bancárias sobre a urgência de fortalecer a luta pelo fim da violência contra a mulher. A vice-presidente do Sindicato, Kátia Branco, adiantou que, como parte do Mês da Mulher, visitas sobre o tema, serão realizadas também em outros bairros.

Kátia ressaltou a necessidade de debater o assunto com a categoria e toda a sociedade diante de casos de violência extrema contra mulheres, como foi o episódio do estupro coletivo de uma adolescente e o caso de uma mulher arrastada debaixo de um carro de um homem que não tolerou a separação, entre outros. “O número de feminicídios aumentou de maneira vertiginosa no Brasil, sendo necessário e urgente que a sociedade se mobilize para reverter esta realidade tão desumana e covarde”, disse.

Nas agências foram distribuídos brindes e entregues panfletos convocando as mulheres a se organizarem. E também distribuído o número do Basta!, um canal disponibilizado pelo sindicato dos bancários de cada base, através do qual as bancárias podem denunciar casos de violência doméstica, mantendo o sigilo. O número do Basta! do Sindicato do Rio é (21) 97148-7164.

Adriana Nalesso, presidente da Federação das Trabalhadoras e Trabalhores do Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ) e vice da CUT/RJ, lembrou que a categoria bancária é a única que tem em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nacional, direitos que garante às bancárias vítimas de violência doméstica conquistas como transferência para outra unidade e uma linha de crédito diferenciada para que tenha condições de se reposicionar em local seguro, longe do agressor. “Além disso, temos os canais de atendimento e, no Sindicato do Rio, um especialista na área para dar todo o suporte necessário. Só conquistamos tanto pelo apoio e sindicalização da categoria. Nenhum trabalhador consegue negociar individualmente, a luta é coletiva e nós construímos juntos”, afirmou.

Diretores do Sindicato estiveram presentes, mostrando que também é dos homens a luta pelo fim da violência contra as mulheres. José Ferreira, presidente do Sindicato, foi um deles. “Hoje (17/3) combinamos o protesto contra o fechamento de agências que tem provocado demissões e aumentado o assédio moral, com a homenagem as bancárias no Mês da Mulher. Falamos sobre as cláusulas de proteção, do apoio que o Sindicato pode prestar através do Projeto Basta!, e, ainda, da necessidade de debate e engajamento dos homens nessa causa”, afirmou.

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