Quinta, 12 Fevereiro 2026 19:16

Bradesco nega o pagamento do PRB solicitado pela COE

Negociação virtual com representantes do Bradesco. Foto cedida pela Contraf-CUT. Negociação virtual com representantes do Bradesco. Foto cedida pela Contraf-CUT.

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Imprensa SeebRio

Bancários e bancárias suaram a camisa para aumentar o lucro do Bradesco em 26,1%, comparando o resultado de 2025 (R$ 24,652 bilhões) ao de 2024 (R$ 19,6 bilhões). Apesar disto, o banco não valorizou o trabalho árduo, negando o pedido de pagamento da Programa de Remuneração Bradesco (PRB), feito pela Comissão de Organização dos Empregados (COE), em reunião virtual nesta quinta-feira (12/2).

A cobrança foi feita porque a ROE (Return on Equity, na tradução, retorno sobre o patrimônio líquido) anualizada do banco fechou em 14,8%, ligeiramente abaixo do primeiro gatilho de 15,5% exigido para o pagamento automático da parcela fixa do programa. A diferença foi inferior a 1 ponto percentual, o que, na avaliação dos representantes dos trabalhadores, não justificaria a exclusão do pagamento.

Intransigência – Apesar do pedido e dos argumentos apresentados pelo movimento sindical, o Bradesco manteve a negativa e informou que não tem alterativa para o tema, alegando insegurança fiscal e jurídica para não realizar o pagamento. O PRB seria no valor de mil reais e pago aos trabalhadores que não são da força de vendas e para os elegíveis ao Supera que não bateram suas metas.

O diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e integrante da COE, Leuver Luddolff criticou a negativa. "O Bradesco negou todas as solicitações da COE e se manteve intransigente ao não incluir o pagamento do PRB aos funcionários que tanto se esforçaram para conquistar o lucro”, afirmou. Pela Contraf-CUT, participou o ex-presidente do Sindicato, Almir Aguiar.

Para a Erica de Oliveira, coordenadora da COE, a postura do banco não reconhece o esforço dos trabalhadores e penaliza quem construiu os resultados ao longo do ano. “A diferença para o gatilho foi mínima, mas o impacto para os trabalhadores é grande. O Bradesco apresentou seus argumentos para negar o pagamento e encerrou o debate, desconsiderando o empenho dos funcionários que ajudaram a sustentar os resultados do banco”, critica Erica.

A dirigente também destacou que o movimento sindical apresentou alternativas para viabilizar o pagamento sem ferir questões fiscais, como realizar o pagamento do PRB ainda em 2025 ou incorporar o valor ao vale-alimentação, mas todas foram rejeitadas pelo banco. “Apresentamos caminhos possíveis, mas não obtivemos sucesso.”

O dirigente adiantou, ainda, que a COE solicitou a antecipação da PLR, que pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) tem prazo de pagamento até 1º de março. "Solicitamos que o Bradesco antecipe o crédito da segunda parcela da PLR e divulgue a data o quanto antes, já que até momento isto não aconteceu", explicou Leuver.

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